segunda-feira, 29 de setembro de 2014

SONETO CLÁSSICO


Subi um dia pela tarde aquele monte
donde as coisas do mundo que habitamos
fazem crer-nos, de longe, que julgamos
ver de perto, ao longe, o horizonte.

Alta serra de luz cegando a fronte,
quando ao ponto mais alto nos chegamos
das coisas do mundo comprovamos
já não ver se vemos árvore ou fonte.

E do alto da serra contemplei
em plena luz, a luz que iluminava
a terra e o sossego que reinava.

Desci depois do ponto onde cheguei,
mas só quando à terra regressei
é que entendi que vista me enganava.

12 comentários:

Pérola disse...

Caminhada onde por vezes nos confundimos, mas a luz sempre nos faz encontrar o trilho certo.

Beijo

Calu B. disse...

Por vezes a luz nos inunda, por vezes nos clareia, por outras pode enganar, por algumas nos cerceia; em todas há o que ver, por todas há o que exaltar.

Generosa visão você nos leva a enxergar, caro poeta.
Saudações,
Calu

Marilene Domingues disse...

Boa noite Vieira,
Que belo poema, onde de longe tudo se confunde.Mas a visão que fica nos enternece.
Parabéns pelo divino dom da escrita poética.
Obrigada pela visita e pelo carinho lá no meu cantinho
Beijos com carinho
Marilene

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS disse...

Prezado Poeta Vieira Calado....
EU já queria ter vindo a teu blog algumas vezes e comentar, mas tinha receio de chocar algum visitante teu, dado que meu blog é..digamso impróprio.
Tua visita me fez bem... volte mais vezes eu aqui voltarei sempre!!!!
Teu poema é de uma contradição impressionante.. de um realismo a toda prova....
Realismo romântico.... o que vemos nem sempre é o que vivenciamos!!!
Obrigado por esse poema e já te sigo!

Andrea Liette disse...

A vista do poeta contempla múltiplas perspectivas. e regressa ao ponto de partida.

Onde estava o engano do poeta?

Que lindo ritmo é o soneto ! Aprecio muito. Saudações e abraço.

Dorli Silva disse...

Oi poeta
Por muitos caminhos passamos que nos perdemos e voltar à partida é quase impossível, pois nossa mente vacila, mas sempre conseguimos outro caminho pelo ao menos para sair da ilusão.
Beijos no coração
Mundo dos Inocentes

helia disse...



Que bom subir ao alto da serra e contemplar a terra e o sossego que nela reina , para depois escrever um lindo Poema .
Obrigada pela partilha !

ONG ALERTA disse...

Bela poesia, abraço Lisette,

Vera Lúcia disse...

Lindeza de soneto, poeta.
Nem sempre o que o nosso olhar alcança contempla a realidade.

Grata pela ilustre visita.

Abraço.

Fernando Santos (Chana) disse...

Meu caro; bela poema...Espectacular....
Um abraço

gota de vidro disse...

E do alto da serra a beleza que vislumbrou transformou-a em poema...

Belo

Boa semana

Beijinho da Gota

Helena Medeiros Helena disse...

Não se deve alcançar o horizonte a não ser apenas com o olhar... Mas quando o alcançamos, por busca ou golpe de sorte, há que se olhar mais à frente... para um outro horizonte!