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quarta-feira, 24 de junho de 2020

INFERNO


                                                      



Cá andamos...
ao derredor da vida.

E para mais – se me perdoam… –
a falta que me faz
a tasca das bifanas,
a posta de moreia das profundezas vicentinas
onde reinou Neptuno

e um carrascão da pipa velha
que faz rebrilhar os olhos do deus Baco

e enxota o vírus
para as portas do Inferno.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

ESTA RUA



Fonte de sabedoria é esta rua.

A pedra gasta.

O umbral da porta velha
de ruínas e (de)lírios. 

O lancil direito à luz

onde se abriga a sombra
a pronunciar um adeus

aos lírios e aos silêncios.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

POEMA em MAIO

 

POEMA EM MAIO 



Com seus tambores de fogo e cinza
o mel da manhã menino
de luz e sombra ‒

rosto lesto rosto
de alísio ágil cio.

O mês em que nasci.

A bruma e o sol.

O sul nascente.


O mar.

domingo, 3 de maio de 2020

BORBOLETA BONITITA

A MINHA SINGELA HOMENAGEM ÀS MÃES - TODAS!




Borboleta bonitita
esvoaçando no quintal


pôs os ovos numa couve.



Oh, céus, menina:



a beleza principal!

anónimos ou não, podem comentar, neste blog

segunda-feira, 27 de abril de 2020

sexta-feira, 17 de abril de 2020

ODE AO FERRO


este blog aceita comentários anónimos, desde que, de boa fé


obrigado por assistir e comentar, no blog 

sexta-feira, 20 de março de 2020

Baía de Lagos – o meu mar

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asa branca
duma vela

roçando o mar
duma gaivota -



a liberdade azul
em movimento!


em MARENOSTRUM

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segunda-feira, 16 de março de 2020

ARTES MÁGICAS


                              Este blog permite comentários anónimos, desde que de boa-fé




Por artes mágicas
e outras lógicas
nos rigores do mar
nas velas brancas
como espuma de ar
derribando os continentes
e as ilhas
por onde andei
nas noites e nos dias
me aventurei
ao interior dos vulcões
e vi
nas noites do sonho
e utopia,
a lua clara 
em pleno dia.

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segunda-feira, 9 de março de 2020

sábado, 29 de fevereiro de 2020

POEMA AO MEU COMPUTADOR


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Oh, meu bento computador, 
quanto me trazes em repouso e equilíbrio
com a destreza das tuas funções automáticas
a tua precisa formatação do espaço e seus limites,
a correcção ortográfica das minhas falhas. 

Quanto sustentas a minha serenidade

quando corro os dedos pelos teus sentidos,
substituindo o quartzo já gasto da minha memória
pela eficácia dos teus atributos,
pelo tacto dos teus arranjos algébricos
para os ecos da palavra
e do suor das cinzas dos meus versos!

Meu bento computador

quanto bendigo os teus gestos de luz e sombra
e o leque das tuas opções adequadas, 
nas cores que imprimes no écran dos meus olhos,
na harmonia com que reescreves o acervo
das mil loucuras que trago debaixo das veias,
ou no exercício tecnológico da sintaxe
que estendes pelas páginas já abertas.

Tens o dom de inserir estilos de impressão

nos meus devaneios léxicos, prosaicos
suaves como águas que se enxugam nas areias do chão,
silêncios que arquivo no teu sistema de ficheiros
invioláveis, por meu capricho e teu zelo sereno
na minha vontade e meus caprichos perecíveis.

És a continuação da obra

feita formosura no espaço da página
e nunca me desvias do caminho aberto
com que dou suporte à arquitectura irregular
dum círculo de palavras
ou um ciclo de sons,
onde inscrevo as minhas dores irreveladas
que ciosamente escondes de olhos estrangeiros,
só acessíveis a quem saiba a palavra-
-passe 
da morte adiada programada 
da minha vida.

 Pode ver o vídeo correspondente AQUI