quarta-feira, 23 de Abril de 2014

2014, Como Dantes

Este é outro dos quadros 
que integra a grande e espectacular exposição do Alonso, 
no Centro Cultural de Lagos, 
a inaugurar no próximo dia 25, pelas 18 horas.

domingo, 20 de Abril de 2014

MADRUGADA DE ABRIL

Este é um dos dez quadros, 
da minha participação nas Comemorações dos 40 Anos, 
do 25 de Abril, 
levada a efeito pela Câmara Municipal de Lagos, 
e que tem como principal palco, o Centro Cultural.
* A Exposição será inaugurada, no dia 25 de Abril, pelas 18 horas.

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

25 de ABRIL 1

Na grande Exposição sobre o 25 de ABRIL, no Centro Cultural de Lagos, que será inaugurada no próprio dia das Comemorações dos seus 40 ANOS, além de vídeos, também exponho quadros relativos a esse acontecimento histórico.
Este é provavelmente o meu o primeiro grito de revolta, em verso, contra a ditadura. Faz parte do meu livro Os Sinais da Terra, publicado em 1962, e que foi proibido pela Censura / Pide.
Dimensões: A3

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

O NOSSO TEMPO

ESTE É O PRIMEIRO DOS SEIS VÍDEOS 
QUE IREI APRESENTAR
NUMA GRANDE EXPOSIÇÃO,
NO CENTRO CULTURAL DE LAGOS, 
PARA COMEMORAR OS "40 ANOS DO 25 DE ABRIL" 
A exposição, na verdade, 
tem como principal protagonista António Alonso,
que, no domínio das artes plásticas, 
apresentará um imenso e espectacular trabalho versando 
Os Direitos do Homem e A Constituição Portuguesa, 
aliás, tão mal tratada pelos governantes que vamos tendo. 
clicar youtube para écran inteiro

quinta-feira, 3 de Abril de 2014

POEMA INÉDITO


Pegar num pedaço de azul-cinzento do mar
é pouco
mesmo que se lhe ajuste um pouco de nada.

O melhor é fechar as luzes amarelas
da noite

e entrar pelo negro absoluto
 .
para poder sonhar.

quarta-feira, 26 de Março de 2014

O CICLO DA ÁGUA


Onde o corpo percorremos    feito de água.

Onde o corpo percorremos    percorremos
o ciclo da água.

Onde o instante desvendamos    desvendamos
o gesto
pelas mãos

Possível
–  feito de água  –
mas possível.

sexta-feira, 7 de Março de 2014

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

ELEGIA DE HOMENAGEM À MULHER
.
Belo
é caminhar por entre o verde
saber que se ganha e que se perde
e ficar-se a sorrir, sempre.
-
Belo
é ver cair à volta o mundo
ouvir-se o lamento do moribundo
e ficar-se a rir eternamente.
.
Belo
é não pensar, não ler, fantasiar
e nas grandes noites
apenas sonhar, sonhar.
,
Belo
é o grande mar, o céu azul
e o doido que ri
sem saber o que quer ou o que não quer.
-
Mas o mais belo de tudo
é a mulher.
.
Todo o belo que existe cabe em si.
.
(reposição)

segunda-feira, 3 de Março de 2014

A VISTA E O OUVIDO


...A vista e o ouvido oferecem aos homens alguma certeza, 
ou não será verdade, 
 como não cessam de contar os poetas,
que não ouvimos nem vemos seja o que seja de exacto?” 
Sócrates
 .
Para entender o que os olhos vêm, a inexactidão das coisas,
o vigor do tomilho que ateima em seduzir os lábios
que soam nas palavras as cores da utopia

é preciso uma voz que diga a brisa da frescura na planície
sem tempestades de areia e pó
a oferecer uma flauta para ler os horizontes.

Nada do que é parece ser, nem a dor que permanece
ao fim do dia no declinar das rosas
ou dos enganos transparentes.
Nem de ouvir
pela pele ressequida duma flor.
Nem de sentir perfumes de mulher sob as escadas
como parecia que era o céu.
Nem o fogo que queima a plenitude do amor.
Nada é senão o brilho ofuscante igual aos nossos olhos,
um diamante translúcido, a iluminura duma estampa antiga
que deita uma sombra sobre a sombra dos orvalhos.
em "Diccionário de Citações", a publicar

terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

LEMBRANÇAS DA NEVE NO ALGARVE

.POEMETO
.
A ave
.
e a nave
-
 ..
o leve e o breve
.
cristal de neve
.
...............................................em "Poemetos 1", esgotado
.
.
Há 60 anos, nesse mês de Fevereiro, nevou no Algarve inteiro!

terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

Recantos Ocultos


 -
Também a casa tem os seus recantos ocultos
que se encolhem em umbrais austeros,
numa obscuridade sinuosa, impermeável.
 .
São a matéria excedente do latejar do sangue,
uma fogueira extinta pelo seu próprio fumo
caída sobre a cinza de magoadas flores.
 .
Não impedem ao tempo o seu galgar sereno
fechado na missão de arrefecer as cinzas
para a dispersão programada dos vestígios. 
 .
Estão ali porque completam a função do lar
os seus esteios multicolores, o seu espectro,
uma luta verdadeira entre as trevas e a luz.
 .
em "Causas de Habituação", a publicar