quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A CINZA DA TARDE


A cinza da tarde é uma subtileza da luz
e do seu destino de fulgências breves -
engenho de cores numa ilusão doutras cinzas
para o dia fugidio, para os seus esteios.

Esconde-se e esconde os seus trâmites,
o seu trânsito das palavras ditas,
um rosário de sons pronunciados
por lábios antigos, eruditos em fábulas
e mistérios de imaginar os seus termos.

Penetra os olhos ágeis, simula o frio do ar,
a predestinação para a bruma dos ocasos,
dissimula a hábil vocação das flores
para o caminho da noite, sem ardis.

13 comentários:

Nilson Barcelli disse...

O entardecer cantado de uma forma diferente e original.
Excelente poema, como sempre fazes, aliás.
Bom resto de semana, caro Poeta.
Abraço.

Anónimo disse...

Um ode ao ocaso lindamente narrado! Um poema irretocável!
Saudações, poeta!

♥ E LENA ♥ disse...

Gracias por su visita!
Un hermoso poema, me gustó!
Les deseo un buen día!

Andreia Morais disse...

r: Muito obrigada!
Volte quando quiser, será sempre bem-vindo

Marina Fligueira disse...

¡Hola, Señor Vieira!!!

Es un enorme placer pasar a leer estos bellísimos versos que en realidad si, penetran por los ojos y los sentidos, sin brumas en los ocasos. Pues son sus versos muy claros muy trasparentes y envueltos en un rosario de sentimiento sensibles y humanos.

E aquí mi felicitación, mi gratitud y mi estima: por tu buen hacer y por acercarte a mi vida. Gracias mil gracias. Es un honor para mí.

Besos en vuelo. Desde mi Galicia- Pontevedra.

tulipa disse...

Parabéns pelo belissimo poema
Amigo Poeta Vieira Calado

..."um rosário de sons pronunciados
por lábios antigos, eruditos em fábulas..."

Muito obrigado por estar presente nos meus blogues,
de quando em vez.

Um abraço

tulipa disse...

Parabéns pelo belissimo poema
Amigo Poeta Vieira Calado

..."um rosário de sons pronunciados
por lábios antigos, eruditos em fábulas..."

Muito obrigado por estar presente nos meus blogues,
de quando em vez.

Um abraço

Andrea Liette disse...

Um belíssimo poema que me entrega às estrelas !

Um abraço.

Andreia Morais disse...

r: Muito obrigada pela visita, volte sempre que quiser*

Helena disse...

O cinza da tarde adormecendo as flores que enfeitam o caminho da noite... Os sons fazendo eco nas palavras não ditas... E tudo a se perder no mistério das fábulas!
Que seja uma semana entrelaçada de sorrisos e perfumada de estrelas, grande poeta!
Helena

cris braghetto disse...

Belíssimo!
Um cenário , versado em tons de cinza.
Parabéns poeta!
Abraços.

Fá menor disse...

A magia e nostalgia dos entardeceres outonais...

EU disse...

Como posso ser seguidora deste blogue? Não descobri. Não uso o google mais...
:)