quinta-feira, 26 de junho de 2014

ESTES MUROS


Estes muros são a nossa casa,
o modo austero de preservar os tectos
para as chuvas e o vento,
onde encontrar um refúgio, o alento
para dizer as palavras indizíveis.

Aqui coabitamos com as dúvidas
que escondem um instante efémero,
uma noção solene do nosso tempo breve
para discorrer sobre os acasos.

Transpiramos as sombras espessas
que chegam depois da exígua claridade
ofuscando o brilho dos nossos olhos,
para que o amanhã de novo se reconstrua
por cima dos nossos restos de luz morta.

8 comentários:

Elisabete disse...

Um final cheio de esperança.
Bom fim de semana, Poeta.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

Tenhamos esperança que haja um novo amanhecer. Estou voltando depois de uma pausa.

Um beijinho
Sonhadora

heretico disse...

espessas são as sombras sem dúvida. em que o poeta mergulha buscando a centelha de luz...

belo teu poema.

abraço

Bípede Implume disse...

Caro Poeta
Gostei da intimidade deste poema, Respira-se dentro dele.
Já tentei deixar comentário no blog anterior e não consegui.
Deixo o meu abraço.
Isabel

marcia disse...

Belo poema.. Somos cercados de muros onde...'Transpiramos as sombras espessas'

Maria Rodrigues disse...

Há que ter esperança no amanhã, já que mais não seja, que seja para as futuras gerações.
Como sempre um belissimo poema.
Beijinhos
Maria

Graça Pires disse...

Só agora reparei que mudou de "casa" e que aqui já posso comentar.
Um poema muito belo com um final de esperança perante as sombras que nos cercam...
Um beijo, amigo.

gota de vidro disse...

Gostei imenso deste poema pois é repleto de esperança e de luz para encarar um futuro com menos sombras.

Beijinho da Gota