sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SEM REGRESSO


No sem regresso das formas,
amarela lanceolada folha
sobre a terra.

Como a luz,
desnuda
o brilho opaco da nervura

enquanto a cinza
que desenha

 se deslumbra.

4 comentários:

lino disse...

Mais um belo poema!
Abraço

Olinda Melo disse...

Caro Poeta
Há coisas que não regressam
ficando apenas a recordação,
mas com a luz do pensamento
envolvem a nossa a nossa vida.
Abraço
Olinda

Ailime disse...

Bom dia genial Poeta,
A sua poesia deixa-me sempre emocionada e este poema é de tal forma belo que mais uma vez o mar desenrola-me nas faces uma gota de sal.
Obrigada!
(Sobre o fenómeno da Lua, sabe que adoro astronomia - agradeço a sua informação e logo no início da madrugada estarei a observá-la se as nuvens da Serra de Sintra me deixarem. Para já o dia está cheio de sol).
Um beijinho e bom domingo.
Ailime

Ana Simões disse...

Tão simples e tão belo... Transporta-me de imediato à minha estação preferida. Outono... Por outro lado, recorda-me tudo que já vivi e não regressa mais... lindo.