sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

NATAL II


A ideia de Natal é uma ideia em construção
uma casa comum de barro generoso
feito do sangue e da probabilidade duma cidade
cheia de luz, emergindo de obscuro impulso,
um promontório temível que despedaça as águas
impelidas por vento que vem do chão.

Evocar o Natal é uma ideia de harmonia
entre os naturais irmãos da terra,
o decurso duma semente que floresce
ao calor dum gesto sempre inacabado.  

Façamo-lo hoje ao cair da noite
para celebrar a vida, numa ideia de paz

para que o barro floresça em paz até ao fim.

1 comentário:

CÉU disse...

Olá, Vieira Calado, meu amigo de alguns anos!

Como tem passado? Não se tem deixado ver. Espero que se sinta bem e feliz.

Li o seu belíssimo poema relativo ao natal, que lembra harmonia, amor, paz, solidariedade, mas todos os dias são bons para sermos irmãos e praticarmos atos de amor e de convivência sã.

Eu acho o natal, um dos períodos mais artificiais e fingidos, que existem ao longo do ano e por isso podemos fazê-lo, hoje, esta noite, sempre que quisermos.

BOM ANO! Beijos.