sábado, 17 de dezembro de 2016

NATAL (4)













A ideia de Natal é uma ideia em construção,
uma casa comum de barro generoso
feito do sangue e da probabilidade duma cidade
cheia de luz, emergindo de obscuro impulso -
um promontório temível que despedaça as águas
impelidas por vento que vem do chão.


Evocar o Natal é uma ideia de harmonia
entre os naturais irmãos da terra,
o decurso duma semente que floresce
ao calor dum gesto sempre inacabado.  


Façamo-lo então, ao cair da noite
para celebrar a vida, numa ideia de paz
para que o barro floresça em paz, até ao fim.

Deste poema, tal como os outros três, 
respeitantes à Quadra do Natal, pode ser visto
                                AQUI


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