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O nosso sangue persegue o movimento,
o domínio líquido circular das elipses
como as águas revoltas do grande mar.
Tem dentro de si a dignidade dum cacto
contemplando as areias do deserto,
resistindo às sedes, aos ventos ásperos
mas não resiste aos crepúsculos do sol
o trânsito pelos caminhos que se apertam
esmaecendo limando as arestas da utopia.