Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

clandestino

.

....Não é que eu tenha muita esperança

....nas coisas deste mundo

....e muito menos no outro

.

....mas ainda gostava de apanhar o mesmo comboio

....para Paris

.

....meio clandestino

....de quando era jovem

-

.. ..Lagos, 22 de Novembro de 2008

88 comentários:

MARCOS LEITE disse...

meu amigo,linda poesia,me parece que estar sentido saudades!
sabe,saudades,as vezes,nos faz peceber as coisas que pacaram de maneira detalhada.

amigo,veja meus blogs!

http://poetamarcosleite.blogspot.com

veja meus textos,minhas poucas palavras!

E

http://odiariodeumaalma.blogspot.com

e veja meus dias,os dias de uma alma,que leva os seus dias aprendendo,e ensinando,vivendo!

VFS disse...

porque não sonhar?
é tão bom!

Obrigado
Vicente

Vera disse...

De quando a esperança era outra?

Beijo

paula barros disse...

Brincado alguém no comentário me convidou para ir a Paris. E escrevi uma historinha de uma nordestina sonhadora que parte para Paris de burrico.

Acho que você chegará primeiro.

abraços, bons sonhos, grandes realizações.

livia soares disse...

Eu tenho esperança na poética do encontro humano.
E em visitar poetas como tu.
Um abraço.

Paula Raposo disse...

Os poemas pequenos, as poucas palavras e o tanto que elas conseguem transmitir, tal como eu gosto!! Excelente. Se quiseres comprar-me o meu 'golpe de asa' é só enviares um email com a tua morada. Beijos.

Lídia Craveiro disse...

Penso que um dia todos passamos por essa saudade de forma mais ou menos acentuada, depende sempre da satisfação com a vida que temos no presente. Um pensamento bonito e sincero.

Abraço
Lidia Craveiro

Dauri Batisti disse...

Os sentimentos não necessariamente tem uma ligação com as virtudes - como a esperança -, eles nos dominam e nos conduzem, e só. O poema ficou lindo. Nem tudo passa com a juventude. Bom sentir isto lendo seu poema.

Abraço.

maré disse...

e chega

um odor

de partidas

.
.
.
vento

clandestino

_____

um beijo

Lisa disse...

Viagem de comboio, era madrugada. A cidade saia da bruma como uma névoa seca, a fadiga fazia-me piscar os olhos. Ao longe um largo rio transportava pedaços dos meus sonhos. Engraçado como esta cidade cinzenta, mesmo antes de se abrir para a luz do dia, olhava-me lentamente: Sete horas de viagem, um imenso horizonte de vento e arbustos sem folhas num comboio espasmódico que me machucava as costas. Noite longa, como a imagem de um longo caminho que me esperava pela frente. Espreitava para fora da janela era o começo de uma nova aventura. Eu esperava secretamente conseguir tirar uma fotografia para animar os olhos que insistiam na fadiga.
Foi nesta cidade, embrulhada na madrugada, um território indefinível, um cenário hostil a qualquer pensamento, que a minha maquina captou, rostos pobres, petrificados de silêncio como se tivessem perdido uma batalha Uma cidade da noite eterna que conta sempre a mesma história, a mesma dor. Eles parecem conversar comigo quando olho para a fotografia. Eles continuam ainda, nas minhas lembranças dessa viagem de comboio.

Lisa

mdsol disse...

"Aí Benjamim!" É isso... ir em frente...navegar... o que importa é partir....
:)))

Jacinta Dantas disse...

Então,
há tempos não venho por aqui, saborear os frutos de suas letras. Hoje, ainda mais deliciosos, pois a mim eles falam da vitalidade da vida, independente da idade.
Um abraço

Justine disse...

à la recherche du temps perdu???

Elizabeth F. de Oliveira disse...

O coração do poeta é sempre assim, tão cheio de saudades...e quando elas ganham os versos de um poema, podem ser divididas em milhares de pedacinhos.
Também fiquei com um pouco de saudade; não 'que eu tenha muita esperança nas coisas deste mundo e muito menos no outro.'
beijo no coração

fred disse...

Gostei deste poema, dos outros que li, do blog. Estou me anexando à lista dos seguidores, e linkando o blog ao meu, porque pretendo vir outras vezes.
Abraços.

Jorge P.G disse...

VALIA ENTÃO A PENA LUTAR COM ESPERANÇA, NÃO ERA, AMIGO CALADO?

UM GRANDE ABRAÇO.

Sol da meia noite disse...

E é de todo impossível?
Pelo modo como o diz, acho que não.
É sempre tempo de partir à aventura.

Um beijinho amigo *

vida de vidro disse...

Quando a viagem significava bem mais que uma viagem... Saudades? :)**

utopia das palavras disse...

Na estação, defronte
onde o sonho inícia
pronto para a partida...!

Beijo

Vanda Paz disse...

Não podemos nunca é deixar de sonhar.

Um abraço

intimidades disse...

ainda nao o apanhei , ainda nao sei onde e a estacao

Jokas

Paula

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido Amigo, é sempre tempo de apanhar o comboio, é só querer... Os sonhos são o pão do nosso espírito... Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

J.F. de Souza disse...

Ñ é que eu ñ tenha esperança
Mas eu prefiro ñ esperar
Ou sonhar
enquanto a espera se faz longa

Ana Martins disse...

Parece que a saudade, está toda ela espraiada neste pensamento!

Gostei muito, beijinhos

A. Jorge disse...

Outros tempos, outras vontades!...
Às vezes é bom recordar!

Um abraço

Jorge

Vivian disse...

...o interessante é que começamos
a 'viajar' antes nos sonhos.
e isso é tão bom quanto a realidade
que está alí,
na curva da esquina.

bjus, poeta!

GarçaReal disse...

Sonhos de outrora trazidos para o presente...

Porque não?

Boa semana

bjgrande do Lago

Robin K disse...

Quem sabe esse mesmo comboio ainda espera na mesma estação de sempre...

Um abraço amigo

Robin K

M. disse...

Gostei muito. (Nada se repete...)

gaivota disse...

mesmo que clandestino.... outros tempos....... distantes, o que se fazia e o que acontecia e os porquês!!!
esperança, hoje???
beijinhos, amigo

Hanah disse...

...





obrigado pela visita...

bjinhos...de boa semana...

O Árabe disse...

É o colorido das lembranças, amigo, que aviva as imagens do passado. :) Abraço, boa semana.

Bruxinhachellot disse...

A lembrança do que fizemos na juventude sempre deixa saudades.

Beijos de giros.

BC disse...

Muito bonito esse ponto de vista de apanhar o comboio para Paris.
Mas o sonho leva-nos onde queremos!
Beijo
Isabel

Véu de Maya disse...

passo pra lhe deixar um abraço...

lindíssimo o seu poema...

véu de maya

dona tela disse...

O que me diz a este tempinho? Só para pinguins...

Um abraço respeitoso.

Um Momento disse...

Sonho que quem sabe um dia se realize... imenso em Esperança...

Um beijo !

(*)

Meg disse...

Caro Vieira Calado,
Com muita ou pouca esperança, desde que ela exista nada está perdido.

Um abraço

gaivota disse...

que pena, meu amigo, não estou em portugal dia 13, não poderei estar presente no lançamento do teu livro.. depois comprarei um exemplar!
e obrigada pela informação
beijinhos

Benó disse...

A esperança ainda existe em quem continua jovem.

Um abraço.

Helena Paixão disse...

Ái a nostalgia de tempos vividos e bem vividos (senão... não deixariam saudade!).

Paula Martins disse...

Olá V.C., gostei muito do teu poema.
Estás sempre a tempo de apanhar esse comboio mas duvido que a história se repita...haverá uma nova história e uns anos mais tarde uma nova saudade...

Beijinhos e boa viagem:)

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido Amigo, Dia 13 nos encontraremos pessoalmente, lá estarei com todo o prazer e honra... Boa noite!
Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

Maripa disse...

Saudade a colorir as palavras...

Mas a esperança não deve morrer nunca,pois não?

O combóio até pode ser outro, porque o jovem ainda vive dentro de si,certo?

Abraço amigo.

mariam disse...

Poeta,
poesia, linda.

e... basta querer (muito) ... só isso :)

boa semana
um grande abraço e um sorriso :)
mariam

http://br.youtube.com/watch?v=XvFosXeqmDg

máa :* disse...

Noto a saudade presente em suas palavras. :*

Rafeiro Perfumado disse...

Estamos sempre a tempo de apanhar o comboio. Convém é não esquecer para onde vamos...

Abraço!

Eduardo Aleixo disse...

poema bonito, simples, claro, que vai montado em outro comboio, o do eterno presente, clandestino ou não.
gostei. Como sempre.
Abraço.
EA

elvira carvalho disse...

É amigo, nessa altura todos os sonhos nos pareciam possíveis.
Um abraço.


P.S. Como vai o lançamento do novo livro?

Filoxera disse...

O combóio não será o mesmo, mas a viagem ainda pode ser feita...
Beijinhos.

arte por um canudo 2 disse...

É tão bom sonhar...Lindo

maré disse...

obrigado!

é uma honra

a sua palavra
.
.
.
um beijo

gaivota disse...

meu amigo, vou até à holanda na próxima semana, tenho lá uma filhas e duas netinhas, princesinhas lindíssimas e como este natal não podem vir, vamos nós uns dias antes para estarmos juntos nesta época,
logo calhou... depois digo qualquer coisa, entretanto agradeço imenso a amabilidade de me guardares um livro!
beijinhos

SILÊNCIO CULPADO disse...

Vieira Calado


Olha, amigo, eu também gostava. Às vezes ainda me sinto assim, noutros tempos. E Paris sempre me atraiu.


Abraço

Graça Pires disse...

Nenhum sonho se repete. Ou repete?
Um abraço.

heretico disse...

verdes e puras.tais viagens...

abraços

ematejoca disse...

Uma tal sensação de liberdade foi para mim, com 18 anos, chegar a Paris completamente sózinha.

Saudacoes de Düsseldorf, o pequeno Paris!

Oris disse...

Então amigo, do que está à espera???
Vai conseguir reviver todas as sensações sentidas da primeira vez...
É preciso que a esperança não morra....

Beijitos

Maria Clarinda disse...

Hoje estou feliz...não conseguia entrar no teu blog...finalmente hoje consegui, e, este amanhecer apesar de feio e triste no tempo...ficou mais lindo.
Adorei ler todos os posts, que ainda não tinha lido, foram lindos estes momentos...Obrigada.
Beijos mil

PATRÍCIO disse...

Passei por aqui e gostei do que vi e li.

Se o meu amigo gosta de Elvas não deixe de visitar o meu blog Elvas Melhor www.elvasmelhor.blogspot.com

Cumprimentos.

Carla disse...

e que belo esse desejo...embora nem sempre o regresso ao passado nos proporcione aquilo que as memórias guardam
beijos

ematejoca disse...

Surpreendida e grata pela sua visita. Li o seu comentário sobre a liberdade no blogue da Isabel, e tive curiosidade de conhecer; quem teve o mesmo sentimento de liberdade ao chegar a Paris.

http://ematejoca-ematejoca.blogspot.com/

Neste blogue escrevo na nossa língua, e chamo-lhe "ematejoca azul"!

O "ematejoca" é para os meus amigos alemaes, nao virtuais.
E ainda nao tinha acabado o artigo sobre a Hillary.

Saudacoes do "litle Paris"!

Lena disse...

Outros tempos...bons tempos...
mesmo que tempos dificeis, foram bons....
E Paris..que cidade linda, sobretudo nesta altura do ano..
Para a semana vou dar um saltinho até la..

Beijinhos

Tentativas Poemáticas disse...

Amigo Vieira Calado
Noto um enorme desencanto pelo momento actual. Uma viagem para Paris, meio clandestina, também já o foi, ou estou errado?
Um grande abraço.
António

ลndreia disse...

Eu preciso saber que tenho esperança em algo... nem que seja apenas em mim...
Mas ainda assim, concordo com o que foi escrito...

~ Beijinho ~

Lisa disse...

Vejo que muita gente está com vontade de apanhar o comboio :-)
Tentarei apanhar o proximo para novas aventuras..
Une douce nuit...
Lisa

ematejoca disse...

Como nao sei, se vai ver as minhas respostas, cá venho eu outra vez.
Estas minhas perguntas nao sao retóricas. Gostava mesmo de saber a sua ideia, de que os santos e as santas mandam muito pouco desde o Lavoisier?
Ele viveu na época da Revolução Francesa. É essa a razao? Ou por ser um excelente químico?
Bem, seja como for, os santinhos nao o ajudaram e ele lá perdeu a cabeca!

Saudacoes do "litle Paris"!

Leonor disse...

ah, isso também eu... e então nesta época, tanto melhor

Boa semana!

ivone disse...

"sempre teremos paris..."

xistosa - (josé torres) disse...

Vai ser difícil, esses comboios são museus.
Talvez até tenham morrido.

Mas qual o preço dum sonho?

PreDatado disse...

o sudexpress já não é o mesmo...

(Un)Hapiness disse...

há passados que nos fazem querer regressar...

será que se houvesse uma máqina do tempo, a usariamos?

aa disse...

Um poema à esperança... com saudade à mistura...

AA

O Árabe disse...

Daixando um abraço e aguardando o novo post. :)

poematar disse...

Bela poesia, correcta e bem escrita. Vai uma visita até ao meu nascente blogue onde publico poemas meus? Tudo de bom.

Caçadora de Emoções disse...

Vieira Calado,
E não gostaríamos todos nós de o apanhar?
Nos nossos sonhos, ou quando nos cruzamos com a criança que há em nós, tudo é permitido...
Bom fim-de-semana prolongado.

Abraços mil e um sorriso :)

margarida já muito desfolhada disse...

se gostavas de fazer é quase o mesmo de já teres feito.

quase...

um beijo

momo disse...

Si es cierto, a veces las pocas palabras dicen !tantas cosas!

Aníbal Raposo disse...

Gostei muito deste poema. Aqui, teria de apanhar um navio, mas era o mesmo. Fico a acompanhar o seu blog.
Abraço

JPD disse...

Os maiores sucessos para edição.
Um abraço

A Luz A Sombra disse...

Talvez não seja muito conveniente uma viagem, agora, num combóio meio clandestino rumo a Paris. mas uma viagem a Paris é sempre uma viagem de sonho.
Boa viagem
A Luz A Sombra

Oliver Pickwick disse...

Não sei quanto custa, hoje, um ticket de embarque, num trem para Paris. Mas, sei que a emoção de viajar clandestino não tem preço.
Muito sucesso para o livro.
Um abraço!

Luísa disse...

A linha será a mesma, o combóio será mais moderno!
A viagem, meia clandestina ou não, jamais terá o sabor de outrora!
Mas terá certamente, um novo sabor!
Boa viagem!

mariagomes disse...

belo poema!


maria

Lord of Erewhon disse...

Os comboios, como se confundem com a viagem das nossas vidas e a linha férrea labiríntica da memória...

Abraço.
P. S. Enviei-lhe um convite para o Bar do Ossian; será bem-vindo.

José M. Barbosa disse...

O Vieira Calado é de facto inegualável.

Abraço.

JMB.

Parapeito disse...

..mau mau Maria!! Nada de perder a esperança...
E depois Paris está á espera :))

Mtas felicidades e longa vida para o Itinerario.

Moon_T disse...

...gostei...

"boa viagem"