segunda-feira, 5 de Maio de 2008

POEMA AO PÂNTANO DO SOL

.

Esta indolência do ar,

o calor ainda húmido da terra

aberta a um olhar fecundo


que apodrece o pântano do sol

em imagem de poeiras imprecisas

pairando à luz do dia


como um tímido cristal

reflectindo a luz na brisa -


águas breves

caindo sobre a fronte


escorrendo

para o interior dos olhos indolentes

de quem conhece a terra

coberta pelo sol.



inédito

49 comentários:

Bipede Implume disse...

Em muitas tardes de Verão sentimo-nos assim.
Não foi o caso deste fim de semana.
O sol continua avaro dos seus raios.
Um abraço, caro poeta.

Ígor Andrade disse...

Sempre penso em "águas breves".

Paz!

Ilaine disse...

Terra coberta pelo sol, calor, olhar fecundo...

Lindo, simplesmente, querido poeta.

Obrigada por passar no baú.

Bj

Carlos disse...

quem sou eu para comentar , um estado de alma sublime?

deixo sómente isto;
gostei imenso , e que o cristal se torne luzente ....

abraço amigo

João Videira Santos disse...

De cristais se fizeram as palavras, delas resultou um poema...Interessante.

Sol da meia noite disse...

Mesmo nas águas pantanosas, econtramos promessas de Vida...

E quantas vezes, na caminhada da Vida, atravessamos pantanos... neles nos renovamos, deles renascemos...

Muito gostei do fluir destas palavras...

Amigo, deixo um beijinho

Paulo Vilmar disse...

Vieira!
E quem é mais sábio do que "...quem conhece a terra coberta pelo sol"...?
Belíssimo poema!
Abraços!

Fernando Santos (Chana) disse...

Caro amigo, excelente poema...Um estado de alma muito criativo !
Um abraço

Ju disse...

a imagem da natureza-pântano e uma sensação tão humana que teu poema me desperta...
beijos!

Nogs disse...

Sol, palavras e pântanos mágicos.

Fenomenal Vieira.

Beijinho doce

PS: Ya te linkei também;)

Baby disse...

As palavras são sempre (?) um bálsamo,quer sejam feitas de cristal, de luz, de luar, ou tão simplesmente de amor...e quando desenhadas pela mão dum poeta, atingem a perfeição.
Gostei de te ver por lá.
Um abraço.

Gerlane disse...

Ainda não tinha vista a palavra pântano envolta de tão genuína poesia.

Beijos!

herético disse...

conhecer terra... apenas os poetas!
gostei muito do poema!

abraços

~pi disse...

fecundação

(Un)Hapiness disse...

lindo poema...

um verdadeiro hino ao sol..ao teu sol...:)

kiss

mariam disse...

lindos....
o poema e o seu "olhar" sobre as "coisas" da Terra...

um sorriso :)

Oris disse...

Muito bonito este poema.

Tem "imagens" muito bem conseguidas...

Beijitos

José M. Barbosa disse...

Gostei, muito mesmo.
Obrigado por aquela do Egito Gonçalves. Ainda o estou a ver com aquele cabelo comprido e barba na última vez que o vi no teatro aqui no Porto (há + de 30 anos talvez) onde tinha ido com o meu Pai. Era um grande amigo do meu Pai.

Um abraço,

JMB

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querido Amigo, sublime poema!
Apenas tenho a comentar!... Que Adorei... Beijinhos de carinho,
Fernandinha

Célia de Lima disse...

Um olhar sensível... imagens que vêm para dentro dos rios dos olhos. Um abraço, poeta. Parabéns pelo poema e o blog.

sinhã, a. disse...

águas breves: águas fortes. :-)

Rui disse...

Terra coberta de sol.
Rosto coberto da sal.

Mirse disse...

Bom dia, Vieira.
lindo poema. Aqui no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, há o culto ao sol. Todas as tardes ensolaradas, quase todas, pessoas se aglomeram e aplaudem o pôr do sol na praia do Arpoador. É lindo!
Aproveito para dizer que mandei meu endereço por resposta a um email seu. Mas posso deixar aqui, pois me interesso por "Transparências".
Brasil
Rio de Janeiro
Rua Paula Freitas nº89 ap. 902
Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
Cep 22040010
Grande abraço , amigo

Mirze

LOURO disse...

Caro amigo Vieira,belo poema,sublime.

Como um timido cristal
reflecindo a luz da brisa

Agradeço a sua visita ao meu blog

Abraço

Lourenço

Afrodite disse...

assim canta o poeta, sublimando a vida.

Lyra disse...

Ol�,

Venho pedir desculpas por n�o vir c� h� algum tempo, mas a verdade � que o meu filhote esteve doente e, como estive com ele em casa, o trabalho acumulou e agora o tempo � escasso.

Hoje apenas venho agradecer a sua amizade e simpatia e dizer que voltarei brevemente, com mais tempo, para p�r a merecida leitura do seu blog em dia, sim?

Beijinhos e at� breve.

;O)

Arco-íris disse...

Sublime poema o seu...
beijinhos...

lurainbow disse...

Sempre lindo os seus poemas ;)
Beijinhos e Voltei ... será ? nem sei ;)

OUTONO disse...

Um abraço, ao sublime poeta!

mariadosol disse...

mais palavras para ler e curtir!
:)

Fernando Rozano disse...

poesia maiúscula e densa. palavras que se encontram e conjugam a vida. abraços.

São disse...

Águas breves são os pequenos prazeres de cada dia, mas valem a pena. Tal como aqui vir ler a sua poesia.
Cumprimentos.

Maria Clarinda disse...

(...)escorrendo

para o interior dos olhos indolentes

de quem conhece a terra

coberta pelo sol.


Como sempre belos estes teus poemas.
Um jinho grande

Regina disse...

Que bom o cheio a sol molhado...


Abraço

lua prateada disse...

É bem verdade amigo, olhamos com olhos indulentes para esta terra...
Saboreando com meu olhar
Este imenso rio
Sinto seu cheiro,
Sua grandeza, imensidão
Sua pureza...quando enche ...desvastidão
Mas como é bom saborear com o olhar
Toda esta imensa natureza e
Sua grande beleza.
Vamos todos este fim de semana saboreá-lo e que seja óptimo...
Beijinho prateado
SOL

Rose disse...

simplismente bela!!!
Estou aguardando a vinda desses poemas ao Brasil, ok?

mundo azul disse...

Um poema muito lindo!!! Parabéns, poeta...Beijos e muita luz!

Maripa disse...

Poema lindo...uma homenagem à natureza com palavras que me envolveram.
Lindo,lindo.

Obrigado,pela visita ao meu mar.´

Aceita um beijo carinhoso?

Carminda Pinho disse...

Um abraço ao amigo poeta.

Ilaine disse...

Amigo!

Vim agradeceer a visita lá em casa.
É muito bom te ver!

Ilaine

Nilson Barcelli disse...

Palavras repletas de belas imagens num excelente poema. Parabéns.

Bom fim de semana,
Abraço.

~pi disse...

e outra vez: fecundar ~

lupussignatus disse...

o húmus

do

sol




Abraço.

Huckleberry Friend disse...

Quem me dera sol, para me estender, nem que fosse sobre um pântano, durante o fim-de-semana! Mas aqui está de chuva :( abraço!

EDUARDO disse...

grande abraço ao Poeta!!

Edu

biazinha disse...

Apesar de ser uma adoradora da lua, sempre me rendi a realeza do sol e sua poeira dourada...mágica!
Lindo poema!

Bjuxxx.

^^

Cida disse...

Belíssimo poema! Parabéns!!!
Beijos

elvira carvalho disse...

Gostei.
Um abraço

mariam disse...

belíssimo!
apetece-me oferecer-lhe um bocadinho de pura emoção, parte deste seu poema fez-me recordar um dos "filmes da minha vida"... "entrando pelo mar adentro vogando deslizando
para além do que o devaneio promete aos sonhos"
http://br.youtube.com/watch?v=pOfkFIEJJu8&feature=related

um sorriso :)