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A minha vida é o que eu penso que é a minha vida,
um golpe de vento o que eu penso ser um golpe de vento.
Vejo no vaivém das ondas apenas a ligeireza das ondas,
a mesma sensualidade das areias que arrastam o vento
e por ele se deixam arrastar numa profunda comunhão
como a água que cai sobre as águas, sem angústia.
E nunca me arrependo de olhar o azul, fazer um gesto
de vigiar o céu, à procura duma estrela imperturbável
apenas a dizer que está ali, longe, contemplando a terra.
..
.em Transparências, ed. AJEA
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sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
POEMA À MINHA VIDA
Etiquetas:
angústia,
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vento,
vida,
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42 comentários:
Vieira,
Lindo !!!
obrigado por suas partilhas ...
Bom dia para ti...
Caro Calado.
Obrigado pela visita no Espalitando. Tb gostei muito disso aqui, esse poema, em especial, lembra muito minha atual fase da vida.
Quanto ao conto Reis, que me refiro, você pode ler no www.caralhaquatro.blogspot.com
Ele está com o título "Sessão de gala". Espero que goste. e volte sempre.
abraço
Porque se faz necessário se apegar a beleza das coisas que podemos ver...
E...
Comtemplar o brilho das estrelas, que silenciosamente apaixona-se pela terra, pela lua e pelos demais astros, é sentir a vida mais de pertinho, apaixonando-se a cada dia pelas coisas que repetidamente fazemos.
bjus!
Mais Vieira Calado que Vieira Calado só mesmo Vieira Calado. As suas mensagens são únicas que mais lhe posso dizer?
A minha vida é o que eu penso que é a minha vida.
Que bonito e que bom para si.
Quisera eu poder dizer o mesmo.
Gostei muito deste poema.
Um abraço e bom fim de semana
Olá Amigo,
continue a a vigiar o céu que mais estrelas lhe irão aparecer, para que ali fique comtemplando o azul do céu.
Beijinhos
quase pressinto um olhar anti-metafísica (como A. Caeiro) na maneira como o poema valoriza a simplicidade e a justeza do olhar sobre a vida
Excelente.
Na verdade a chuva lubrifica
a terra e os homens
força poeta
lindo poema...
pudera ver uma estrela a brilhar assim todos os dias...
*.;* ( * *
E que bom que é quando sentimos uma presença, mesmo que longínqua...
Beijinhos!!!
mais uma vez muito bom.
Gostei muito de ler este poema.
Um abraço de parabéns!
Eu tb adopto essa posição.....
parece que aquela estrelinha (aquela que avistamos em 1º, a mais brilhante)nos sorri...
**********************
bom fim-de-semana
E nunca te arrependas de olhar o azul e se puderes, dá-lhe umas pinceladas de verde...
Bom fim de semana!
Olhar o mar e o céu, admirar a sua beleza e não pensar em mais nada, é um óptimo calmante. Nós fazemos parte do conjunto, podemos tentar estar em harmonia com o resto.
Cumps
Oi passando para ver as novas desejar um ótimo feriadão e dizer que tem lembrança das borboletas no meu post do dia 11
Bjkas mil
O Mundo só é aquilo que nós vemos e quando cerramos os olhos deixa de existir.
Saudações!
que nunca te canses. nem a voz te doa. para tão belos poemas.
abraços
Há três tipos de mulher:
-as bonitas,
-as feias,
-e, as loiras...
Olá Vieira
Foi uma agradável surpresa entrar aqui!
Tantas letras..., tenho que ler aos poucos.
Também nunca me arrependo de olhar o azul, sinto-me bem com ele.
Vou tentar encontrar alguns destes livros aqui no Funchal.
Grande abraço
PS. As imagens no meu blog, são de ramos de palmeiras em decomposição.
Aqueles fiapos são da carcaça, a estrutura interior que suporta o revestimento.
Numa forma não muito clara exclamo se serei também um amontoado de fiapos.
Amigo Vieira Calado,
"NUNCA ME ARREPENDO DE OLHAR O AZUL"...por isso persisto em viver!!!!
UM BOM RESTO DE FIM DE SEMANA!!!
Deixo-me levar por estas "vigílias" em tons de azul. Belíssimo o poema.
Tocante.
beijo e noite feliz
Na procura do cristalino, o plantio/uma sílaba clara, pura, qual uma jóia de gelo - cristal que se plantaria como trigo...
Belo momento.
Um beijo
Vieira! Lindo demais! Aliás como tudo que escreve.
Obrigada meu amigo, pelo carinho de sempre! Aguardo informação sobre seu livro, viu?
Tenha uma semana feliz!
Beijos
Um belo poema. De uma extraordinária leveza. É bom que seja assim. **
O mar, as ondas, a areia, o azul, as estrelas ... e um sentir imenso!
Lindo!
Beijinhossss de boa semana!
Estarei passeando por seus blogs, para conhecer-te melhor!!!!
Namastê
especialmente bonito!!!
Obrigada, obrigada, obrigada amigo!
Os livros chegaram sãos e salvos.
Com dedicatória e tudo, lindo!
Agora há que ler :)
Bem haja!
Beijinhos
belo.
Voltando a ler o teu poema, apercebo-me que também tu tens estrelas no olhar...
Boa semana.
Bjs.
A nossa vida é o que fazemos por ela em cada olhar dos nossos sonhos.
abraços
Até quero contemplar a Terra de longe, mas não em um planetário...
Eu ainda não sei como é minha vida,,, mas gosto do movimento das águas nela...
abraços e reflexivas invenções!
Arrepender sim, mas do que não se faz...o desejando muito...arraja a estrela, a lua e caminha sempre em diração do por do sol...
Beijo doce
Colibri: não consegui nada põr no seu blog.
E neste estou com grandes dificuldades em trabalhar.
Beijinhos.
e asim eu também penso... observo os detalhes das coisas que me cercam e me perco as vezes em devaneios.
Olá, Zé!
Desculpa ter andado ausente.Tomei conhecimento de toda a tua obra e há muitos livros que não tenho. Se puderes, manda por email os títulos de que ainda tens exemplares para venda. Encontrei-te numa antologia de poetas algarvios e gostei das palavras a teu respeito assim como dos poemas.
Deixo-te beijinhos esperando que estejas bem.
Ontem esteve em manutenção...foi igual para todos.
Enquanto aqui, perturbada, contemplo estrelas.. Muito belo, VIERA!
Vieira,
muito lindo o seu lirismo. Viajei no vai e vem das ondas de teus versos e me lembrei de uma frase querida de Jean Lescure, que diz: "O artista não cria como ele vive. Vive como ele cria".
Então vislumbrei um homem caminhando de pés descalços e cabelos ao vento numa linda aquarela.
Abraços. HF.
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